
Diploma de medicina brasileiro na Europa: o que a proposta de 2026 muda?
Diploma de medicina brasileiro na Europa: a UE propôs reconhecimento automático para médicos. Veja o que muda, o que não muda e como se planejar.
O médico de família é responsável por prestar cuidados de saúde primários. Dessa forma, a medicina geral e da família é caracterizada pelo acompanhamento do utente ao longo da vida, seja na prevenção, diagnóstico e tratamento da doença ou como um elo de ligação às outras especialidades.
O profissional brasileiro pode exercer essa função em Portugal, mesmo que tenha feito seus estudos no estrangeiro. Saiba como é possível com as dicas da Em Portugal Consultoria.
O primeiro passo para construir este caminho é cursar os seis anos do primeiro ciclo do Mestrado Integrado em Medicina. O curso é oferecido por 8 universidades portuguesas, a formação inclui o ensino teórico e prático do futuro médico.
Na formação realizada em Portugal, nos três primeiros anos, o estudante é introduzido aos conteúdos teóricos das ciências biomédicas. Em seguida, nos 4º e 5º anos, ocorre a prática clínica e cirúrgica, com estágios de um semestre cada. O sexto e último ano é passado em Hospital ou Centro de Saúde, com um trabalho final, no formato de uma tese, que ao ser defendida com aprovação o estudante passa a ser mestre em Medicina.
Para cursar medicina, caso o estudante seja brasileiro, sem nacionalidade de qualquer país europeu, precisará residir legalmente em Porugal há pelo menos dois anos, sem interrupção, ou ter adquirido o Estatuto de Igualdade de Direitos e Deveres entre os brasileiros e os Portugueses.
A formação em medicina pode ocorrer em qualquer uma das faculdades de medicina que realizam o mestrado integrado:
Além destas oito, ainda existe a possibilidade de ingressar no Mestrado Integrado na Universidade dos Açores e continuar o curso na Universidade de Coimbra, ou na Universidade Madeira e continuar os estudos em Lisboa.
No caso da Faculdade de Medicina da Universidade do Algarve o ingresso no Mestrado Integrado em Medicina é feto por titulares de uma licenciatura, que pode ser nas áreas de ciências da natureza, ciências da saúde ou ciências exatas.
No caso de ser um profissional com formação extracomunitária, realizada em qualquer país fora da Europa, deverá fazer o reconhecimento acadêmico. Veja aqui como fazer o reconhecimento em medicina(link.)
Após a formação ou reconhecimento, o profissional precisará fazer o registro na Ordem e prestar a Prova Nacional de acesso e ser aprovado para de ingresso na especialidade de medicina da família.

A Prova Nacional de Acesso (PNA) vai determinar, de acordo com as notas da licenciatura e da prova, a classificação de cada profissional para a escolha da especialidade. A prova do PNA foi alterada em 2018, e veio substituir o exame Harrison, que durante 40 anos foi a forma de ingresso nas especialidades médicas.
A PNA é formada por um conjunto de conteúdos e questões que visa avaliar os conhecimentos e a capacidade de raciocínio clínico. A prova é realizada durante o mês de novembro de cada ano.
A escolha da especialidade pelos futuros médicos está diretamente ligada ao aproveitamento da Prova Nacional de Acesso. Por isso, os melhores alunos têm a oportunidade de escolher primeiro.
Assim, o médico que fez a Prova Nacional de Acesso e obteve aproveitamento suficiente poderá escolher a sua especialidade, no fim do ano comum seguirá para a especialidade em que se inscreveu e foi classificado.
Existe ainda a possibilidade de o aluno não fazer a Prova Nacional de Acesso e neste caso, os graduados vão ingressar no ano da formação geral, com duração de 12 meses e que é comum a todos os futuros médicos. Veja como funciona o Regime de Internato Médico em Portugal. Após o ano de internato de formação geral os médicos poderão trabalhar como profissionais indiferenciados.
A Especialidade de Medicina Geral e da Família é, normalmente, o primeiro ponto de contacto médico com o sistema de saúde, proporcionando um acesso aberto e ilimitado às pessoas que o procuram. Cabe ao médico de família lidar com todos os problemas de saúde, independentemente de idade, sexo, ou qualquer outra característica das pessoas.
O Internato Médico da especialidade de Medicina Geral e Familiar tem a duração de 48 meses (quatro anos), sendo obrigatoriamente antecedida por uma formação genérica transversal a todas as especialidades, designada por Formação Geral ou Ano Comum.
A especialização em Medicina Geral e de Família (MGF) é constituída por três estágios obrigatórios, que incluem formações complementares obrigatórias, opcionais e formações curtas. Os estágios obrigatórios contemplam ainda um total de 160 horas para a aprendizagem formal, com formações obrigatórias em Saúde Infantil e Juvenil, Saúde da Mulher, Saúde Mental e Cuidados em situações de urgência e emergência
Portugal possui três entidades que representam os médicos de família. São eles, a Ordem dos Médicos – instituição que agrega todos os médicos portugueses e tem como objetivo prezar pela excelência ética e pelo avanço científico na prática da medicina em Portugal.
Os profissionais contam ainda com o Colégio de Especialidade de Medicina Geral e Familiar – órgão profissional da Ordem dos Médicos, de associação obrigatória, no sentido de valorizar a profissão, comunidade e as relações científicas e profissionais. E a Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMFG), que oferece cursos e grupos de estudo para os profissionais se manterem atualizados e investirem na formação contínua.

Muitos profissionais da área da saúde já recorreram à Em Portugal Consultoria para realizar os seus processos de reconhecimento do curso de medicina e a especialidade médica . Veja aqui alguns depoimentos desses profissionais.
Agende a consultoria gratuita na área de contatos do site www.emportugalconsultoria.com.br e venha verificar como podemos lhe ajudar.

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