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Pouco Investimento e melhorias constantes

Portugal não investiu mais dinheiro nem estabeleceu metas mais brandas para superar o patamar de “lanterninha” em rankings internacionais de educação ao ponto de superar índices da Finlândia, por exemplo, que era tido como referência.

Com pouco investimento, mas melhorias constantes, esse foi o segredo de Portugal para alcançar a ascensão educacional de um país que, a despeito de ainda sentir os efeitos de uma grave crise econômica, chama atenção por seus resultados no principal teste internacional de educação.

A solução encontrada pelo país europeu – que anos atrás estava mal situado no contexto internacional – foi apostar, sobretudo, em currículos exigentes e avaliações. “A exigência é a oportunidade dos pobres”, sustenta como mote Nuno Crato, ex-ministro de Educação e Ciência de Portugal, entre 2011 e 2015, responsável, em grande parte, pela reestruturação do sistema educacional português.

Crescimento constante
 

Há pelo menos uma década e meia, Portugal mantém uma ascensão nos seus resultados e é o único do continente que melhora seu desempenho a cada ano nos domínios avaliados pelo Pisa – Programa Internacional de Avaliação de Estudantes: ciências, leitura e matemática.

Nem mesmo nos períodos mais duros da última grande crise, com a redução de investimentos e o ajuste fiscal imposto pelo Fundo Monetário Internacional, pelo Banco Central Europeu e pela Comissão Europeia, essa evolução cessou. É tamanha a consistência de resultados que Portugal recebe informalmente a alcunha de “estrela ascendente da educação internacional” – e fez isso sem apostar em nenhuma grande estratégia educativa.

Engajados por uma causa
 

A partir dos anos 2000, atores da política portuguesa, engajados, decidiram intervir diante dos péssimos índices educacionais, fazendo com que o país conquistasse resultados acima da média de países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Os desafios
 

A percepção geral é de que as instituições públicas portuguesas são bem estruturadas, com foco no desempenho dos alunos, espaço para crítica entre colegas e planejamento de atividades de acordo com os resultados. As diferenças estão, por exemplo, mais na importância dada às atividades orientadas à recuperação, na atenção às relações pedagógicas, no apoio individualizado oferecido a cada aluno.

“Minha ideia é de que tudo começa com o currículo”, diz o professor António Gomes Ferreira, diretor da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra. “Algo que é tão barato, custa tão pouco, e que tem se provado em todo o mundo que tem resultados. É quase de graça, comparado a todos os custos que os ministérios de educação têm no mundo inteiro. Se não existir currículo, como faz avaliação? Como se fazem os manuais? Como se estabelecem metas? “Se não tiver, é autonomia sem objetivos”.

Só a vantagem de ter o mesmo idioma falado em um país europeu já daria a Portugal a fama de ser um dos países preferidos de estudantes brasileiros para estudar no país. Além disso, não faltam Universidades de tradição e excelência para aqueles que estão em busca de um período de estudos com muita qualidade. Outro ponto positivo a favor de Portugal com relação a estudos é a facilidade de ingressar nas Universidades portuguesas. 

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Fonte: Gazeta do Povo

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