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Quanto ganha um Médico em Portugal?

Este é um dos questionamentos recorrentes dos profissionais que nos procuram para fazer o reconhecimento para atuar na Europa. Veja aqui sobre o último processo de reconhecimento.

É uma informação difícil de ser conseguida, já que em Portugal não é comum as vagas profissionais sejam divulgadas com a oferta de remuneração.

Fizemos uma pesquisa com as instituições públicas, empresas privadas, Ordem e sindicatos e chegamos a algumas informações que poderão subsidiar as decisões de quem está cogitando mudar para a Europa.

A primeira informação que é preciso ter em mente é que a Europa possui livre trânsito de profissionais de saúde. Um médico, enfermeiro, dentista, farmacêutico e nutricionista formado em Portugal poderá atuar em toda Europa. O que quer dizer que o mercado de trabalho vai muito além de Portugal, pode ser mais de 27 países.

É sabido que existe uma  defasagem significativa entre os salários praticados em Portugal e nos demais países europeus. No entanto, é importante considerar outros fatores além do valor nominal. Portugal possui um custo de vida mais baixo do que a média e é considerado um dos países europeus com melhor qualidade de vida. Some este valor nas suas contas ao considerar o salário.

Muitos dos médicos que temos atendido buscam a tranquilidade de ver os filhos crescerem sem a necessidade de viver enclausurados. Também querem poder andar pelas ruas em carros comuns, sem blindagem e medo de abrir as janelas na rua. 

Viver na Europa é muito mais do que trabalho. É vida e liberdade.

Mas vamos ao que interesse, quanto ganha um médico?

A resposta é “depende”.

O sistema de saúde português está centrado na área pública, e apesar de ter uma demanda elevada, o sistema funciona muito bem. Isso acaba inibindo o crescimento do sistema privado de saúde. As parcerias público/privadas tem sido cada vez mais frequentes, então muitos médicos, por opção ou necessidade, optam pela criação de empresas e a independência.

Em abril de 2018 haviam 30.144 médicos no Serviço Nacional de Saúde (SNS), de acordo com os dados disponíveis no site https://transparencia.sns.gov.pt/ e completados com outros fornecidos por fonte oficial da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS).

Deste total, 19.272 eram assistentes, assistentes graduados e assistentes graduados sénior, mais conhecidos por chefes de serviço, dos quais 1.076 trabalhavam nos hospitais PPP – Parcerias Público Privadas.

Dos restantes 11.391 têm Contrato de Trabalho em Funções Públicas e 6.805 assinaram um Contrato Individual de Trabalho.

Há, pelo menos três tabelas salariais em vigor. As que vigoraram até 2013, de 35 horas e 42 horas que obriga à dedicação exclusiva. E a que existe desde 2013, de 40 horas semanais. Acresce que a tabela das 35 horas tinha uma variante no caso, também de haver dedicação exclusiva.

Segundo os dados do sindicato dos médicos, o salário inicial  dos médicos assistentes é de 2.746,24 euros por mês e em dedicação exclusiva (42 horas/mês)  3,398,92 euros por mês.

Recentemente o Governo Português promoveu a contratação de diversos profissionais da área de saúde, entre eles a contratação de médicos.

No entanto, aparecem oportunidades que os profissionais precisam ficar atentos;

No Base, portal de contratos públicos, estão disponíveis os contratos dos médicos contratados por temporada ou tarefa, sem contrato indeterminado, pagos à hora. São os médicos chamados de “tarefeiros”. Estes médicos costumam receber valores muito superiores aos valores dos médicos que trabalham contratados por contrato por tempo indeterminado.

A Rádio Renascença fez uma matéria sobre os valores pagos à médicos tarefeiros em 2019 e em alguns casos os médicos foram contratados por valores ao redor de 27.000 euros por mês. Em algumas zonas do país, os médicos “tarefeiros” são os que garantem que os hospitais não fechem as portas por falta de recursos humanos. São médicos sem contrato de trabalho, pagos à hora. E, por isso sem regras.

Segundo a amostra da pesquisa realizada pela Medscape, o salário médio anual em gira entre 40 e 52.000 euros e 64% dos médicos em Portugal tem menos de 50 anos.

Além do mercado português, existem muitas outras oportunidades que se apresentam em outros países europeus.

As Escolas Médicas portuguesas sempre estiveram no pelotão da frente em matéria de formação académica e profissional, ombreando com as melhores escolas médicas do mundo. A cultura do hospital universitário, em que a formação em exercício se combina com a formação em sala ou em laboratório, tem uma enorme tradição em Portugal, graças também ao papel do Estado no seu financiamento e na sua orientação (A primeira escola médicas privada iniciará atividade em 2020), com resultados excelentes na prática clínica e na capacidade de atualização.

A qualidade evidenciada pelas escolas médicas portuguesas é reconhecida internacionalmente e não é incomum a captação de médicos portugueses para atuarem em outros Países europeus. A Ordem dos médicos, sites de emprego e feiras de contratação costumam oferecer vagas em diversos países.

Alguns processos seletivos pré pandemia denotam o desejo europeu pelos médicos  formados em Portugal; A Irlanda, Inglaterra, França e também a Espanha recrutam  frequentemente médicos portugueses. A região espanhola oferece quase 4400 euros mensais brutos, cerca 1600 euros a mais do que ganha um médico em início de carreira em Portugal .

No inicio de 2020 a Irlanda divulgava a contratação por salários que variavam entre os 2160 euros e os 3500 euros brutos por semana. Os clínicos deveriam ter no mínimo dois anos de experiência.

Em  9 de Janeiro deste ano foi colocada na bolsa de emprego da Ordem dos Médicos  de Portugal um anúncio de recrutamento de médicos de família para o serviço nacional de saúde inglês. O salário oferecido variava entre as 70 mil libras (81.750 euros) e as 90 mil libras (105 mil euros) anuais.

Agora em Novembro a Auxilia Recrutement, empresa francesa especialista no recrutamento de médicos especialistas, médicos dentistas e fisioterapeutas para vagas localizadas em França, Irlanda e Suíça divulgava vagas que rondavam 150.000€ brutos/ano.

As oportunidades para os profissionais de saúde, médicos, dentistas ou enfermeiros é cada vez maior. O envelhecimento da população e o crescimento das parcerias público/privadas abrem oportunidades para diferentes áreas.

Para fazer o reconhecimento do curso de medicina ou a residência médica, fale conosco

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